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| Aconteceu
no dia 07 de outubro no SESC, em Porto Alegre, o “Primeiro
Fórum de Filhos Adotivos do Brasil”. |
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O
encontro reuniu mães e pais adotivos e biológicos,
filhos adotivos e biológicos, advogados, psicólogos
e todos os interessados no assunto de adoção.
O
coordenador do projeto, José Ricardo Andrade Fischer
deu inicio ao evento e em seguida a dupla de cantores Eloy e
Laone fizeram a apresentação de uma música,
que pode ser considerado o tema do projeto: (Menino de rua).
O colaborador do projeto e empresário, Luis Gustavo Silveira
relata a emoção em colaborar com essa causa e
convidou seu pai, Luis Carlos Silveira que é filho adotivo
para relatar a sua história.
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O
encontro contou com a participação da estudante
de psicopedagogia, Elis Regina Silveira, que falou sobre as
leis de adoção, ressaltando que o mesmo precisa
ser falado e discutido abertamente. Silveira deu ênfase
ao trabalho que realiza na Clínica Esperança,
essa que abriga cerca de 22 crianças portadoras do vírus
HIV.
O médico ginecologista, escritor e consultor de empresas
na área de legislação, Paulo Gonzaga, convidado
para palestrar no evento, afirma que adotar é um ato
de amor. Acrescenta a importância de não guardar
mágoas, pois há sempre os dois lados na história.
“Uma mãe que dá um filho dá por vários
motivos, no entanto, por falta de amor não é.”
Ressaltou em sua fala a frase célebre do poeta gaúcho,
Luis Coronhão: “Somos anjos de uma asa só,
precisamos dos outros para voar”. |
A
psicopedagoga e irmã de Fischer, Ana Luisa, relatou experiências
de sua infância com ele. Ao encerrar seu depoimento afirma:
“Procriar é um momento, criar é um processo.”
Seguindo esse engancho, a psicóloga Sonia Galdino Andrade
supriu dúvidas das pessoas presentes, mostrando como
a psicologia ajuda nas causas de adoção. Aconteceu
um bate papo informal entre as pessoas, no qual foi de suma
importância para que as dúvidas fossem esclarecidas.
Andrade salienta aos pais a necessidade de pouparem seus filhos
adotivos de alguns detalhes, assim evitando a dor. |
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Neusa
Maria do Amaral é filha adotiva, segundo ela, sua mãe
negava que isso fosse verdade. Somente aos 18 anos teve certeza
de sua origem, mas ainda assim, a história continua
obscura. “Tenho curiosidade em saber sobre as minhas
raízes, saber a minha etnia. A minha certeza é
incerta”, diz ela.
Fischer avalia o Primeiro Fórum de Filhos adotivos
do Brasil como positivo. “As pessoas saíram satisfeitas”.
Lamenta o fato de os juizes, magistrados e o juizado de menores
que foram convidados para o evento não terem participado,
visto que os mesmos poderiam esclarecer as dúvidas
relacionadas ao assunto.
A pedagoga, professora, advogada, vice diretora da Escola
Superior de Estudos Municipais na secretaria de educação,
Viviane Machado Thomas, relata que sempre quis adotar, desde
os setes anos de idade. “Ouvindo as pessoas, vendo os
documentos, me encantei pela causa”. Ela é mãe
de seis crianças, três biológicos, Bruno
(21), as gêmeas Natália e Izadora (19), e de
três adotivos, João Pedro, (10) que é
soro positivo e foi adotado no Estado do Rio Grande do Sul,
Ana Carolina, (7), é autista, adotada no Pará
e Nicolas de sete meses.
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Segundo
Thomas, seu filho João Pedro quis conhecer a mãe
biológica e ela o levou-o. “Ele queria saber porque
era diferente”. Dois meses depois de eles se conhecerem,
a mãe biológica faleceu. Thomas afirma: “Ela
tinha muitos problemas, no entanto foi uma pessoa boa, sou grata
por tudo”. Contou que perdeu amigos por preconceito, “Muitos
deles se afastaram de mim”. Até mesmo os médicos
eram contras ás adoções que a mesma fez.
No entanto, apesar de todo o preconceito, diz sentir-se com
vontade para adotar mais filhos.
Para ela, “Casa que não tem fralda é casa
que está envelhecendo, e envelhecer pra que? Pra quem
passar a sabedoria? E finaliza com uma frase que pode ser inspiração
para a reflexão de todos: “Adoção
não é opção, é convicção.” |
Daiane
Benso - Estudante de Jornalismo |
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