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Como foi o Primeiro
Encontro de Filhos
Adotivos do Brasil
No dia 15 de junho aconteceu no SESC, em Porto alegre, o “Primeiro
Encontro de Filhos Adotivos do Brasil”. O evento reuniu
pessoas que buscam o mesmo ideal: encontrar sua família
biológica.
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No
encontro foram debatidas questões relacionadas á
adoção. José Ricardo Andrade Fischer, mentor
do projeto, falou sobre a necessidade de ter convicção
para fazer suas buscas.
Fischer afirma: “Deus é à base de tudo, através
dele entendemos a rejeição”. Para ele, em
muitos casos, a rejeição é um ato de amor.
E ainda salientou aos convidados a importância de se preparar
para reencontrar a mãe biológica, fazendo a seguinte
interrogação: “Que tipo de mãe eu vou
encontrar?”.
Luis Gustavo Silveira (empresário) e Elis Regina Silveira,
(psicopedagoga) contribuem com o projeto e estiveram palestrando
no Primeiro Encontro de Filhos Adotivos do Brasil. O casal vê
no projeto uma maneira de ajudar as pessoas. |
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Para
a psicopedagoga somente a compreensão, o perdão
e amor são capazes de transformação. “O
amor é uma palavra tão pequena, mas que tem um
significado grande”. Luis Gustavo afirma que não
existem pedaços de verdade, pois a verdade é um
todo.
As
pessoas presentes no encontro relataram suas histórias
e o evento transformou-se em uma conversa entre amigos. Segundo
Aline Silva da Costa, filha adotiva (23 anos, recepcionista)
o encontro foi ótimo. “Gostei muito. Senti-me a
vontade. Ganhei força e ânimo para continuar a
busca.” |
Para
ela, quanto mais pessoas participarem do projeto, melhor
ele será. Colocou-se a disposição para
ajudar no que precisar. “Ajudarei com palavras de
incentivo, alegria, disposição”.
Segundo Fischer, haverá outro encontro em breve.
“Já foi dado o passo inicial. Agora é
necessário colocarmos em prática.” Através
da união de todos, o projeto que começou em
uma simples idéia, poderá transformar vidas
e permitir reencontros.
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Daiane
Benso - Estudante de Jornalismo
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Claudia
Jaqueline Oliveira Hernandez, 31 anos,
comerciária, esteve no “Primeiro Encontro de
Filhos Adotivos do Brasil” e diz:
Até que enfim alguém demonstra realmente se
importar...
Pois por fora somos fortes e sorridentes, mas por dentro só
quem sofre calado por não ter com quem se abrir, sabe
o que é ser adotado.
Muitas vezes temos a cabeça cheia de dúvidas
e as únicas pessoas que podem resolver não querem.
Agem como se tudo estivesse na mais perfeita ordem.
Agora com estes meios de comunicações, espero
que todos consigam conquistar o objetivo de “encontrar
algum parente biológico".
A meu ver o encontro foi muito proveitoso e esclarecedor.
Sanei algumas dúvidas e posso até dizer que
me aliviei por poder contar um pouco de mim para outras pessoas
que passam pela mesma situação.
Escrevi essas palavras de coração.
Beijos
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