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No
dia 06 de agosto aconteceu no SESC, em Porto Alegre, o 2º
Encontro de Filhos Adotivos do RS. O encontro reuniu filhos
que buscam suas origens biológicas e também mães
e pais adotivos.
O coordenador do projeto, José Ricardo Andrade Fischer
diz que o objetivo do encontro é auxiliar nas buscas
biológicas. “É importante mostrar onde se
faz as buscas e como é todo o procedimento”. |
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Ele
também pretende criar um projeto chamado “Casa
Escola”, onde abrigará crianças acima de
cinco anos, que terão o apoio de pais adotivos e voluntários,
além de acesso á cursos profissionalizantes.
Os participantes do 2º encontro presenciaram o depoimento
de Luis Carlos Silveira, 70 anos, que há algum tempo
encontrou sua mãe biológica. E ainda tem esperanças
de encontrar seu pai e irmãos. |
Pedro
Paulo Ferreira, 54 anos, um dos participantes do encontro busca
sua mãe biológica. Ele ficou sabendo que era adotado
aos sete anos de idade. Segundo ele, o que fez com que demorasse
a procurar suas origens foram o carinho e o respeito que tem
á mãe adotiva.
Mas nem por isso guarda mágoas de sua mãe biológica.
“Nunca tive um sentimento ruim em relação
a minha mãe. Se não fosse ela eu não estaria
aqui.” Relatou-nos que a curiosidade e a esperança
de encontrá-la, apesar de não saber se ainda está
viva continua. |
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Um
dos palestrantes do encontro, Luis Gustavo Silveira afirma que
o ser humano é o que pensa, e por isso é importante
ter esperanças. “Acreditar no que vai acontecer
amanhã, é fundamental para quem busca encontrar
seus laços sanguíneos.”
Conceição tem quatro filhos adotivos. Jéssica
(10), Larrisa (9), Márcio (8) e Estafáni (7).
Seus filhos se tornaram órfãos depois de presenciarem
o assassinato do pai e 30 dias depois perderam a mãe
por suicídio. |
Ela
os adotou por opção. “Não queria
vê-los separados, por isso adotei-os.” Considera
que as crianças necessitam de 1000% de carinho e assistência.
Ana é filha e mãe adotiva. Tem um filho de 17
anos, portador de deficiência mental e um bebê de
10 meses. Não escolheu cor e nem idade, para ela isso
não importa. “Amo esses dois, são a minha
razão de viver”. |
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Daiane
Benso - Estudante de jornalismo |
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