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Vou-lhes
relatar a minha história: |
Minha mãe biológica me deu quando eu tinha 3
meses de idade, desde então morei com a minha mãe
adotiva (e verdadeira mãe) por 22 anos, mas ela não
tinha o meu termo de guarda, pois esse processo foi feito
sem amparo legal.
A minha mãe adotiva tinha outros dois filhos adotivos,
mas registrados em seu nome. Só que o filho mais velho
quando fez 18 anos saiu de casa e nunca mais entrou em contato,
ele morava na mesma cidade e quando passava por nós
atravessava a rua e nem nos cumprimentava, assim se passaram
16 anos sem ele manter contato conosco. A outra do meio, fugiu
de casa quando eu tinha 12 anos e desapareceu, sem manter
contato.
Assim eu e a mãe morávamos sozinhos nos últimos
10 anos.
Só que aconteceu uma fatalidade, na volta para casa
ela foi atropelada por um condutor embriagado vindo a falecer,
na ocasião eu estava viajando em estudo na Argentina,
fiquei sabendo e vim direto.
Quando cheguei o filho mais velho tinha feito muita coisa,
eles arrombaram a nossa casa procurando dinheiro e documentos,
mas tudo bem procurei manter um bom contato com ele, afinal
não adiantava brigar nessa hora.
Ajudei a encaminhar toda a documentação para
o seguro, só que ele pegou todo o dinheiro e não
pagou nada, nenhuma conta e até mesmo a funerária.
Como eu não tinha onde morar continue na casa, pois
afinal morava lá desde sempre. Mas ele não entendeu
e me forçou a sair, me intimidando com advogados e
marginais pagos para me amedrontar, quando eu chegava da universidade.
Então ele passou a ir constantemente no meu serviço,
que no caso era na minha universidade, para me pressionar
a sair.
Nesse tempo, 3 meses após a morte da minha mãe,
apareceu a segunda filha exigindo seus direitos, só
que eu dei a chave da minha casa para ela pegar as roupas
da mãe e algumas coisa que ela quisesse.
Só que eles levaram TUDO, até as minhas roupas
e sapatos, deixaram a casa limpa.
Os vizinhos me contaram que os meus livros e cadernos foram
queimados (o que me deixou mais arrasado)
Eles desmancharam a casa que era de madeira e venderam, a
outra que era de alvenaria ele trancaram e mudaram a fechadura
para impedir que eu entrasse.
No final fiquei sem nada mesmo. Sem casa, sem roupas e sem
meus livros, fotos,... No processo não sou envolvido,
consta como se eu não existisse, pois na declaração
conta apenas os dois como únicos herdeiros.
Como não tenho outros parentes agora vivo de favores
em casas de amigos, pois até o emprego eu perdi devido
essa história.
É triste essa situação, pois cada vez
mais o ser humano se mostra cada vez mais desumano.
Obrigado!
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| Minha
história é longa por isso vou resumir. |
Fui
adotada com quase um ano de idade. Minha família biológica
me procurou, eu tinha mais ou menos 15 anos, não quis
conversar com elas. Quando estava para me casar com mais ou
menos meus 25 anos, minha irmã biológica me
procurou, mais uma vez fui grosseira com ela e pedi que nunca
mais me procurasse e foi o que ela fez nunca mais me procurou.
Há
algum tempo tenho pensado muito em minha mãe e irmã,
tenho muita vontade de encontrá-las para poder pedir
desculpas por coisas que lhes disse. Queria poder dizer a
elas que hoje não tenho mágoas, não tenho
raiva e não julgo mais ninguém. A vida me ensinou
que mágoas não levam a nada, a vida me ensinou
a ver que minha mãe me amava quando me deu para adoção
e ela devia ter os motivos dela para fazer isso. Hoje só
quero vê-las para poder recuperar o tempo perdido.
O
nome de minha mãe biológica é Maria Noé
Moraes, os pais dela são: João Gomes de Moraes
e Ana Maria de Moraes.
Sei
que tenho irmãs. Uma delas se chama Nelci (Nelsi) ,está
é mais velha do que eu, foi quem eu conheci e não
quis conversar. A outra se chama Ana Cristina conforme minha
irmã Nelci falou, e deve ser mais nova do que eu. Sei
que na época em que nos falamos elas moravam em Canoas.
Isto é o que sei de minha família biológica.
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Carmem
Maria Trindade Carvalho |
Eu fui adotada em 03/06/1963, e segundo a certidão
sou filha legítima de Rubem Coelho Carvalho e Wilma
Trindade Carvalho. Ele nascido e criado em são Jerônimo
(distrito conde), ela nascida em Santana do Livramento. Se
conheceram em Minas do Butiá. Ela professora, ele filho
de fazendeiro. Namoraram e casaram. Em 1963 resolveram me
adotar. Nunca me contaram a verdade sobre a minha vida, ou
seja, onde eu nasci, nada sobre meu passado quem é
minha mãe, meu pai.
Já procurei nos arquivos da Santa Casa, tinha mandato
judicial para abertura de arquivos. Os meus pais adotivos
já faleceram. As testemunhas da minha certidão
falsa também.
Será que minha mãe ainda esta viva? Mora em?
Onde? Porto Alegre ou exterior... Ou em outro lugar melhor...
Outro lugar melhor que o abandono, outro lugar melhor que
a vontade de me ver, outro lugar maior. Eu quero ir nesta
busca, mas eu não sei se quero vê-la, afinal
foram tantos anos, tantos mistérios eu? Só quero
saber quem ela é, nome se tem filhos, se é casada,
se eu tenho irmãos. Enfim saber de onde eu saí.
De onde eu vim. Saber o porque ? Eu não quero contato
algum com meus pais biológicos, só quero saber
quem são, ou fácil descobrir a pessoa que me
gerou.
carmemtrindade@.uol.com.br
Fone 51 3217.9698
Porto Alegre - RS
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Vi
na teve a reportagem e achei bem legal, achei que vocês
poderiam saber a minha história. Eu não sou totalmente
adotado, pois conheço a minha mãe e fui criado
por ela e por uma pessoa muito boa, que eu sempre jurei que
era meu pai.
Mas quando eu era pequeno, menor que dez anos, vi meus irmãos
conversando com meu primo, falando que aquele não era
o meu pai. Perguntei a um tio e ele me confirmou o mesmo, mas
não quis tocar no assunto. Falei com a minha mãe,
mas ela se negou a falar quem era meu pai.
Em 1998, ela me contou que meu pai tinha morrido afogado em
uma praia de Santa Catarina, e só sabia disso, pois minha
avó paterna teria contado.
Mas para mim não bastava, eu queria saber. Investi contra
a minha mãe e a única coisa que consegui foi uma
foto do meu pai.
Eu sonhava com o dia que estaria andando na rua e iria ser reconhecido
por algum parente dele, mas este dia nunca chegou. Anos se passaram
até que finalmente veio um sinal, escutei a minha avó
materna falando com uma tia sobre um centro espírita.
Fui a três centros espíritas, pedia para falar
com a pessoa mais antiga, falava que estava procurando uma pessoa
que eu não sabia o nome, mas sabia que ela tinha perdido
um filho afogado em 1998 e mostrava a foto.
Nos três primeiros não encontrei nada. Fui ao último,
se eu não conseguisse nada naquele eu iria desistir,
já estava achando loucura tudo aquilo.
Fui ao centro e perguntei quem era a pessoa mais antiga, a senhora
que me atendeu disse que a pessoa mais antiga só vinha
nas quintas a noite, e me perguntou o por que. Contei tudo novamente,
a senhora viu a foto e não reconheceu, mas quando eu
disse que ele tinha morrido afogado ai ela lembrou, “tem
a dona Santa, ela perdeu um filho afogado lá por Santa
Catarina”. Pensei na hora que poderia ser, dei o meu telefone
e ela ficou de falar com a dona Santa naquele mesmo dia. À
noite dona Santa me ligou, era ela, a minha avó paterna.
Eu fiquei muito feliz e no dia seguinte a encontrei, juntamente
com meu avô. Conversamos muito, eles me falaram do meu
pai e de tios, primas e de um irmão, (eu tinha um irmão
por parte de pai, que nunca pensei que existisse).
Entretanto, todos eles sabiam da minha existência, já
tinham até me procurado. Hoje os vejo sempre que posso,
tenho muitos detalhes para contar desta jornada. Um abraço,
Diogo Ducatti.
diogoducatti@hotmail.com
Fone 51 9155.5896
Porto Alegre - RS |
Patrícia
Nogueira Lopes Brunichaki |
Meu
nome é Patrícia Nogueira Lopes Brunichaki e gostaria
muito de encontrar a mãe biológica do meu marido
que se chama Adones Krebs Brunichaki. A história é
a seguinte:
Adones nasceu em Porto Alegre – RS e foi entregue à
um casal logo depois do nascimento. Foi registrado pela mãe
adotiva como se fosse filho legítimo no dia 13/05/1974,
segundo parentes é mais ou menos o dia em que nasceu.
O nome dos pais adotivos é Ella Ida Krebs Brunichaki
e Dezidério Brunichaki, antes do Adones já tinham
adotado outras quatro crianças e registrado-as como filhos
legítimos do mesmo modo que fizeram com o Adones.
Moradores da zona sul de Porto Alegre foram procurados por um
outro casal que hospedava em sua residêcia a mãe
biológica de Adones, os dois casais já com mais
de 40 anos. Os pais adotivos não tiveram contato com
a moça, que na época devia ter entre 18 e 20 anos,
mãe solteira, branca e estava fazendo faculdade em Porto
Alegre. Ela era de fora da cidade, parece que de Santa Rosa,
não sabemos ao certo.
O parto foi feito na Santa Casa de Porto Alegre e logo depois
do nascimento a criança foi entregue à Dona Ella.
O Sr. Dezidério faleceu quando Adones tinha 12 anos e
a Dona Ella, quando ele tinha 18 anos. Desde então o
Adones sente necessidade de saber informações
sobre a mãe biológica, porque enquanto os pais
adotivos eram vivos ele não tinha nenhuma curiosidade,
talvez não demosntrasse para não magoá-los.
Devido ao fato de termos poucas informações recorremos
ao site para que nos ajudem. Sou de Cachoeira do Sul –
RS, cidade distante de Porto Alegre 190 km, distância
que dificulta a procura. Vejo a carência do meu marido
em relação a família dele, gostaria de
ajudá-lo de alguma forma porque entendo a curiosidade
(se é que pode se chamar de curiosidade esse sentimento
de estar perdido no mundo) dele em saber da mãe, saber
com quem se parece, se tem irmãos, enfim se tem família.
Agradeço desde já a todos vocês por ajudarem
tantas pessoas e espero sinceramente que nos ajudem também.
Obrigada
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