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Adoção: ato de amor
Adoção é muito mais do que um ato de generosidade. Adotar alguém é querer ter uma parte de outro ser próximo, cuidar e deixá-lo infinitamente no ventre do amor. Estamos no mês da ação.
No próximo dia 25 de maio comemora-se a data onde faz com que o sonho de muitos pais não se perca, e que burocracia alguma os impossibilite de adotarem um filho.
A Associação Filhos Adotivos do Brasil apoia e incentiva indistintamente qualquer pessoa a ter o direito de adotar uma criança.
“Queremos ressaltar no mês da adoção que nós enquanto Associação estaremos sempre trabalhando, promovendo e colaborando para poder proporcionar melhores condições para que qualquer cidadão que tenha vontade de adotar possa realizar o ato, visto que, nenhum preconceito ou burocracia pode impedir”, salientou o presidente José Ricardo Andrade Fischer.
REALIDADE DA ADOÇÃO
No entanto, sabemos como apontam os especialistas que o perfil idealizado pelos interessados em adotar um filho está na contramão do que se encontra nos abrigos do país. O perfil das crianças desejadas por candidatos a adotar um filho é um exemplo. Embora boa parte dos menores abrigados nas cerca de 600 instituições para esse fim no Brasil seja formada por afro-descendentes (63,6%) e 61,3%1 deles tenham entre sete e 15 anos, a maior parte dos interessados em adoção procura por bebês com pele clara.
De acordo com Marta Wiering Yamaoka, psicóloga judiciária da Vara da Infância e Juventude de São Bernardo do Campo, a maior dificuldade é encontrar pessoas interessadas nas crianças que estão para a adoção. “Grande parte dos candidatos desejam meninas, ainda muito pequenas e brancas Esse é o motivo mais relevante para a demora do processo”, afirma.
Segundo dados divulgados pela ONG Associazione Amici dei Bambini (Ai. Bi), 72% dos brasileiros preferem adotar uma criança branca, destes, 67% querem que seja um bebê com cerca de seis meses, sendo que 99% efetivam a adoção de crianças com até um ano de idade. Entre os estrangeiros, 48% aceitam crianças com até quatro anos e cai para 13% o número de pessoas interessadas em crianças com a pele clara.
O estado de saúde também pode representar um impedimento para que esses pequenos encontrem uma nova família. Enquanto 36% dos estrangeiros se dispuseram a adotar crianças acometidas por alguma complicação de saúde, a maioria das crianças adotadas no Brasil não tem esse perfil.
Para Fischer quem quer adotar não olha cor da pele ou estado físico. “Qualquer pessoa que de fato está disposta a adotar uma criança fará isso por amor, sem olhar para o estereotipo, afinal o bebê será moldado de acordo com a educação e ao amor dos pais”, enfatizou.
Mais informações: telefone: 51 8415.5225, com o presidente.
Ricardo Fischer