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O
filho adotivo tem mais dificuldades de aprendizagem? |
Esta
é a pergunta que muitos pais fazem antes de concretizar
uma adoção. Felizmente isso não pode ser
comprovado. A criança adotiva pode, como qualquer outra,
apresentar problemas pré ou pós natais que dificultem
seu aprender.
Então o que leva tantos filhos adotivos as consultas
com psicólogos e psicopedagogos por problemas de aprendizagem?
Por que tantas crianças adotivas apresentam problemas
de relacionamento?
Não raro recebemos crianças e adolescentes revoltados
em nossos consultórios, mas muitas vezes a motivo está
no segredo que envolve a origem destas pessoas. Os pais que
os adotam deveriam contar, tão logo a criança
pudesse compreender, de forma adequada a sua faixa etária
e idade emocional, que aquele filho foi escolhido para integrar
aquela família, que por isso é amado e desejado.
Isso não impedirá que ele sofra por ter sido um
dia abandonado pelos pais biológicos, mas fará
com que compreenda que é alguém bom e importante
para ser acolhido e amado por outra família. |
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A família adotiva precisa saber que fantasias e omissões
da realidade estimulam problemas em diferentes áreas
(cognitiva, afetiva, social..) e que os segredos geram desconfianças,
sofrimentos e condutas inadequadas, não só
na criança , mas também nos outros membros
da família.
É função dos pais adotivos auxiliar
o filho escolhido a resignificar seu abandono anterior e,
com afeto, proporcionar segurança para que enfrente
a realidade, que geralmente, é dolorosa. Desta forma,
a criança se apropriará de sua história,
se conhecerá melhor e poderá se vincular com
o meio de forma mais saudável. Seu vínculo
com o conhecimento será normalizado e ela poderá
vencer suas dificuldades.
Porém, aquela criança, adotada ou não,
que não pode conhecer, perguntar, buscar a verdade
em sua vida, terá, muito provavelmente sua lógica
e sua forma de aprender afetadas e, muitas vezes, portará
sintomas de sofrimento orgânico e/ou psicológico,
além de revelar baixa auto-estima, sentimentos de
inadequação e conflitos.
Portanto, se o nosso objetivo é criar pessoas felizes
e responsáveis, pessoas que dizem a verdade, é
melhor treinarmos isso em casa acreditando nos laços
de amor, nos valores e nos limites que propomos aos nossos
filhos, sejam eles biológicos ou não.
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Ana
Luiza Andrade Fischer - Psicopedagoga
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