Famílias Encontradas

Nasci no dia 14 de janeiro de 1981, às 00:30 no hospital São camilo de Esteio.
Minha mãe biológica, perguntou a enfermeira se ela não conhecia alguém que pudesse ficar com o bebe dela, pois ela trabalhava em uma casa de família e seus chefes iriam viajar para fora do país e ela teria que ir junto e não poderia levar o bebe.
Está enfermeira que e parente de minha família (adotiva) entrou em contato com minha mãe de coração e disse que poderia me buscar no hospital, pois sabia que ela não poderia mais ter bebe e que desejava muito ter uma menina.

Está história me contaram quando eu tinha 5 anos e descobri por ouvir um familiar falar que eu na verdade, não era da família. Minha mãe adotiva na época tentou me explicar que eu era filha de outra forma, mais era amada igualmente. Não entendi muito, apenas nunca mais falamos muitos sobre isso, quando eu tinha 15 anos ela faleceu, Me senti muito só e tive vontade de procurar meus laços biológicos, mas era muito jovem e por não ter nenhum dado, nem apoio tive medo de prossegui; Porém a vontade me acompanhou sempre.
No ano de 2007, por acaso encontrei em um site pessoas dispostas a ajudar este tipo de caso, pessoas comuns que se doam a fazer pesquisas, e me disseram que eu cadastrasse meu caso no site filhos adotivos do Brasil, pois uma dessas pessoas fazia parte deste site e me disse que ali eu além de expor meu caso veria como existe pessoas com casos semelhantes.
Assim foi, me cadastrei no site e isso me deu uma certa esperança, pois lá consegui ver que não era única, que devia tentar, e ir adiante.
O 1º passo foi tentar reencontrar a enfermeira, que fez o intermédio no hospital (que foi minha madrinha de batismo).. Pois apesar de ela ser da família de meu pai adotivo, havíamos perdido o contato, e além disse nunca havia falado sobre este assunto com ninguém.
Mas consegui descobri onde ela trabalhava e tomei coragem e resolvi ligar e perguntar se ela teria alguma informação pra me contar sobre a pessoa que havia me deixado no hospital.
Ela foi muito querida e amável comigo, Porém me disse que não poderia ajudar, pois a moça que me deu a luz e deixou-me no hospital na época disse que iria embora para fora do país.
Que ela não tinha nenhum dado, apenas lembrava que ela se identificou no berçário como Maria, nada mais.
Na hora fiquei sem luz, nem idade nem data de nascimento, nem nada que me ajudasse e tentar encontra-la.
Contado isso a uma colaboradora do site, ela me disse que seria possível tentar informações no hospital, deveria haver algum arquivo da época.
Então comecei a luta, fui ao hospital e eles me informaram que os arquivos são guardados por somente 20 anos, depois disse são excluídos.
Puxa! Fiquei de novo sem esperanças, mas conversando com uma amiga que mora na cidade ela me disse que a pouco tempo havia sido feito uma gincana em seu trabalho, e ela deviam descobrir a 1º pessoa nascida no tal hospital e conseguiram, ela não lembra como, mas parece que um dos integrantes da equipe tinha amigos que trabalhavam no cartório da cidade, então se descobriram alguém que nasceu muito antes que eu, possivelmente eu tbm teria chance.
E resolvi ligar para o hospital dizendo que eu era aluna de uma escola que estava fazendo uma gincana, e uma das provas era descobri quantas crianças haviam nascido no mês de janeiro/1981.
A moça que me atendeu passou a ligação para o setor responsável que me informou que existiam sim dados desta época, mais eram sigilosos seria necessário um ofício para ter contato com eles.
Assim uma pessoa me auxiliou dizendo que através da defensoria pública eu conseguiria este ofício. E assim fui a defensoria e expliquei o caso, o defensor disse que poderia me dar um ofício, mas como eu teria certeza se fui registrada no dia certo de meu nascimento deveria pedir uma lista que apresentasse todas as mulheres que deram a luz no mês de janeiro de 1981, depois disso poderia começar a pesquisar. Fui ao hospital com o papel em mãos, com o papel não houve resistência da parte do hospital.

Na hora me informaram que iriam fazer uma pesquisa, mas que seria necessário esperar. Neste dia cheguei em casa e encontrei a pessoa que falou comigo no hospital no orkut e tentei explicar a ela a situação, se ela poderia me ajudar me dando o máximo de dados possíveis que encontrasse, imaginei que falando assim fora do seu trabalho ela poderia se comover com o meu caso, e tentar me ajudar.
Porém ela disse que poderia apenas me fornecer o que o ofício pedia, a lista de mulheres que tiveram parto em jan/81.Fiquei sem argumentos, mas ainda devia esperar pela resposta da pesquisa.
No outro dia o hospital entrou em contato comigo dizendo que no meu caso não era necessário tirar a lista do mês todo, somente do dia 14, pois havia um bebe de sexo feminino nascido no mesmo dia e horário do meu nascimento, então isso afirmava que só poderia ser aquela a mãe.
E que no dia seguinte eu poderia buscar a lista , pois a pesquisa estava pronta.
Quando fui buscar, pedi se eles não poderiam me dar mais alguma informação sobre aquela pessoa em especial,pois já que tu indicava que ela fosse minha mãe biológica, eles me informaram, que para ter acesso a cópia do prontuário dela seria necessário ter outro ofício que discriminasse isso.
Bom o nome que encontrei era “Maria Abegair Dorneles da Silva”.
E comecei a pesquisar este nome, junto as colaboradoras do site.Descobrimos que existiam 5 pessoas com este nome no Rio Grande do Sul, e uma dessas descobrimos que residiu em Porto Alegre em meados de 1980.
Enquanto pesquisávamos voltei ao fórum, e pedi uma nova autorização judicial que me desse acesso ao prontuário, pois lá poderia haver mais algum tipo de informação.
Depois de algumas semanas saiu o ofício, e meu marido foi até o hospital pegar a cópia do prontuário para mim.Com ela em mãos, descobrimos que o bebe(eu) havia nascido de parto normal, havia nascido em boas condições e outros dados do parto.
Mas não havia nenhum nº de documento, somente o nome Maria..., a idade 20 anos e um endereço.
Quando descobri que não havia nenhum nº de documentos fiquei triste, pois se houvesse o nº do CPF ou Título é possível tentar rastrear. Mas meu marido vendo que desanimei, disse que iria tentar ir no endereço indicado pra ver se conseguia alguma informação.
Ele disse que a casa estava vazia, ninguém o atendeu, mas os vizinhas da frente disseram que a senhora que morava ali era professora e estaria no trabalho, só a noitinha pra falar com ela. Ele disse que estava procurando uma senhora com o nome de Maria que havia residido ali nos anos 80, E os vizinhos disseram que lembravam, Ela foi empregada doméstica da casa, mas havia ido embora a muitos anos e nunca mais ouviram falar.
Através do endereço consegui achar o telefone e o nome da moradora da casa.
No dia seguinte liguei e pedi pra falar com a Dona da casa, Perguntei se ela nunca havia conhecido alguma Maria ..., ela disse que não, queria saber o que eu desejaria com ela.Eu não podia dizer o motivo assim, queria tentar ter um contato para poder obter mais informações 1º.
Bom por fim depois de alguns minutos de conversa ela disse que não gostaria de falar sobre este assunto, pois havia sim conhecido esta Maria, ela teria sido sua empregada doméstica mais ou menos em 1979/1982, e havia sido amante de seu marido.
Com isso ai sim não pude revelar o motivo de minha busca, mais apenas agradeci sua atenção e perguntei se um dia eu fosse pessoalmente poderíamos nos falar, Ela concordou.
Dias depois fui a sua casa, Mas ela me disse que não poderia me ajudar, perguntou se eu era a filha dela, eu disse que não procurava ela por motivos de um processo, (pois tive medo de revelar a verdade,até então não sabia se eu não seria fruto da traição, que tanto ela parecia magoada). Ela me recebeu bem, disse que não teria mais nenhum contato com nenhum dos 2, porém sabia que haviam ido juntos para o Uruguai, Pois o seu ex marido era natural de lá. Me contou que na época que os dois casaram ele já tinha 4 filhos e os trouxe para morarem com ele em Esteio, porém os dois trabalhavam e contrataram uma empregada para cuidar destas crianças, e assim que Maria veio morar com ela, disse que Maria era do interior e que nas férias ia pra lá ver seus parentes, porém em uma destas férias voltou grávida, e não tendo onde morar com o bebe, pois sua família não a aceitou de volta, resolveu doar.
Mas que não sabia mais nada deles, nem se ainda viviam juntos, só lembrava do nome dos filhos dele, ela anotou em um papel e me deu, e eu voltei pra casa e eu e as amigas começamos a pesquisar sobrenomes similares, encontramos vários, e assim eu passei dias ligando e tentando encontrar alguém que conhecesse essas crianças que hoje seriam mais velhos do que eu.
Depois de muita pesquisa encontramos uma pessoa com o nome de “FLORENCIA PAULA VAEZA ZITO” na cidade de Tapes/rs, e descobrimos o nome de sua Mãe, através do 102, consegui o nome de uma outra senhora muito semelhante, liguei e ela informou ser tia de Florência, mas explicou que Florência não mais morava no Brasil, havia ido embora para o Uruguai , mas que sua irmã a Mãe de Florência vivia em Tapes. Porém não quis me dar nenhuma informação concreta por telefone, disse que precisaríamos nos ver pessoalmente.]
Depois disso encontramos um processo com o nome igual ao nome que conseguimos como mãe de Florência, e pesquisando conseguimos baixar seu CPF, descobrimos que em 2006, ela havia renovado o CPF em tapes, e fomos ao endereço, chegando lá, havia sim uma casa, porém estava fechada, os vizinhos informaram que a dona havia a poucos meses mudado-se para Caxias do sul, junto ao seu filho que havia passado no vestibular, E ela foi passar os 1º meses com ele lá, mas afirmaram que o nome era o mesmo que eu tinha.
Com uma vizinha consegui o telefone celular deste filho dela, mas ninguém soube me informar nenhum telefone convencional e nem o endereço de onde estavam morando, somente que era em um republica ou prédios próximos a faculdade, mas não sabiam o nome da faculdade. Liguei dizendo que era uma consultora da rede de telefonia Tim, e queria confirmar o endereço dele, ele não quis informar por telefone, disse apenas que estava passando um tempo em Caxias na casa de um amigo em Caxias do sul. Disse que para terminar o atendimento precisava apenas cadastrar de que bairro ele estava resisdindo.
Ele me disse que era no bairro Petrópolis em Caxias do sul/RS. E assim fomos para o tal bairro Petrópolis em Caxias.chegando lá sem nem o nome da tal faculdade, fomos direto falar com pessoas deste bairro que tbm eram estudantes, e perguntado informações, descobrimos um condomínio somente de estudantes ao lado da faculdade UCS, só podia ser este, pois foi a única coisa que encontramos de estudantes neste bairro. Fomos falar com a síndica, ela procurou em sua lista, mas disse que não havia encontrado ninguém com o nome que procurávamos e que seria difícil, pois o condomínio é grande e todos os semestres são muitos estudantes indo e vindo.
Já desesperada, sem mais nenhuma alternativa, pois somente esta mulher saberia por onde andaria seus 4 filhos, que poderiam ter informações do pai deles, que talvez saberia da tal Maria Abegair que seria a minha mãe biológica, parecia tão difícil, e não tinha dado nenhum delas por que pessoas fora do pais não é possível pesquisar CPF.
Por parecer minha ultima chance resolvi ligar para o celular que eu tinha e jogar limpo, contar a verdade, pois não tinha mais como fazer.
Meu marido ligou e falou com o filho dela que disse não saber de nada e passou pra ela, Ela falou diretamente comigo, disse que ela e seu marido vieram juntos para o Brasil com seus 4 filhos “Florência, Jordana, Fernando e Damian. E que tempos depois se separam e seu marido veio a casa com uma pessoa que morava em esteio, mas que depois de um tempo se envolveu com a empregada e foi embora com ela para o Uruguai. Disse que sua filha mais velha a Florência pode ter mais dados da história, pois na época tinha 10/11 anos, mas que ela mora em Montevidéu junto ao Pai hoje em dia. Implorei a ela que não queria nenhum bem financeiro, apenas conhecer minha mãe biológica, se ela pudesse ao menos me dar o telefone de Florência, pois ela talvez ainda soubesse onde mora Maria Abegair.
Assim depois de muita conversa, ela me disse que não gostaria de falar comigo pessoalmente, pois sentiu um certo receio, Pois não entendeu como que através de pesquisa e sem saber o nome dela eu descobri onde ela morava e até onde ela estava hospedada em Caxias, mas expliquei que era uma pessoa do bem e se me visse poderia acreditar nisso, mesmo assim ela não quis me receber pessoalmente, mas me deu o telefone de Florência e disse que se era esse meu objetivo eu deveria falar com ela.
Assim no outro dia pela manhã liguei para Florência e ela me foi muito receptiva ao receber minha ligação, disse que gostaria muito de me ajudar, pois lembra de quando Maria Abegair começou a trabalhar, ela tinha uns 20 anos de idade, e depois de alguns meses morando na casa revelou estar grávida, acabou ficando, mas quando ganhasse o bebe não teria pra onde ir, o meses foram passando e chegado próximo ao parto ela já havia decidido que não poderia ficar com o bebe, pois não tinha pra onde ir e precisava continuar no trabalho. No dia 13/01 a noite sentiu dores e foi para o hospital, já dia 14 na madrugada me teve e explicou a situação para uma enfermeira e tendo recebido alta, me deixou aos seus cuidados, foi embora e continuou a trabalhar na casa por mais um ano, até que em um tempo depois acabou se envolvendo com seu chefe, O qual se separou da esposa e foram embora juntos para o Uruguai, levaram os 4 filhos dele e viveram por uns 15 anos juntos, , depois de algum tempo tbm romperam a relação, mas Florência diz que às vzs a encontra na rua, pois sabe que ela mora em uma cidade vizinha a Montevidéu, Ela me pediu que eu voltasse a ligar depois de alguns dias pois tentaria ver se seu pai não teria algo como um endereço ou telefone dela. Uma semana depois voltei a ligar. E Florência me disse que seu pai havia dado o telefone dela, porém o nº ninguém atendia, mas ela disse que acreditava que ela tivesse um nº novo e podia constar no guia telefônico. Com ajuda de uma colaboradora do site, encontremos através da internet o guia do Uruguai e lá constava sim dois telefones em nome idêntico. A 1º tentativa um dos nºs ninguém atendia e o outro uma pessoa que não entendia português atendeu e não conseguimos ter um diálogo. Mas não desisti e dias depois voltei a ligar, Desta vez me atendeu direto uma mulher com sotaque espanhol, porém falando português, Fui logo perguntado se conhecia alguma Maria Abegair, Ela respondeu ser ela, Perguntei se era brasileira ela tbm confirmou, então resolvi ir diretamente, disse que eu era a menina que em 1981 ela havia deixado em um hospital em esteio e agora eu gostaria de conhecê-la, Ela ficou muda, não demonstrou nenhuma emoção, na hora fiquei muito abalada, esperava que ao menos ela tivesse curiosidade de me conhecer,Disse que eu pretendia itr ao Uruguai vê-la pessoalmente, Ela disse que trabalhava muito, mas tentaria conseguir uns dias e ela viria ao Brasil me ver, A principio, como ela não se demonstrou muito receptiva, imaginei que tivesse falado isso pra me afastar, que ela não quisesse me ver. Mas terminou meu crédito de celular, e só pude voltar a ligar no outro dia, No outro dia ela parecei mais centrada, ao menos perguntou meu nome e a cidade que eu morava, conseguimos conversar um pouco mais, e ela me afirmou que viria antes do natal me conhecer, depois disso não mais liguei tive medo de ficar importunando, se ela disse que viria e pegou meu nº a semente havia sido lançada. Era preciso aguardar.
Passou mais ou menos 20 dias e ela me ligou, dizendo que no domingo pla manhã desembarcaria em Porto Alegre, e gostaria de saber se eu realmente poderia encontrar com ela, Na hora concordei e ficou combinado de nos encontrarmos na rodoviária, ela viajaria a noite de sábado.
Ela avisou que não tinha telefone celular, e que na hora que descesse na rodoviária me ligaria e me esperaria no balcão de informações, eu fui, e tentei me preparar pra imprevistos, pois depois de todo esse tempo no fundo tinha um certo receio, que ela não viesse, ou que algo saísse errado, não sei explicar, mas me senti muito insegura.
Às 9:00 vindo a passos largos avistei uma senhora, somente com uma bolsa com olhar de que espera ao lado do balcão. Fui ao seu encontro e ela já me olhava ela perguntou se eu era a Ana Paula, e enfim nos apresentamos, ela se emocionou muito, mas eu não consegui, pois tive tanto medo que ela fosse fria, por causa da impressão da 1º vez que nos falamos por telefone, que fui de certa forma me preparando. Começamos a conversar, levei fotos da minha infância, ela chorou muito, disse que tbm foi adotada quando era criança, porém quando era criança seus pais adotivos se separaram a deram para outro casal, mais velho que a criaram, mas este casal morrei ela ainda era jovem, não tinha mais niguém , nunca conheceu sua família biológica. E ainda adolescente engravidou, sem ajuda dos familiares e o rapaz dizendo que tbm não poderia ajudar, veio do interior para Porto alegre, onde conseguiu trabalho em Esteio, e lá se estabeleceu, depois de alguns meses contou que estava grávida, porém como já estava no trabalho, disseram que poderia ficar, porém não poderia ficar com o bebe. E assim quetudo aconteceu!
O dia que ela me ganhou, foi o dia de nossa separação, porém a enfermeira a avisou que poderia ficar a sua nenê, mas ela não deveria não mais vê-la, ela seria de outra família. Assim, ela não conheceu nem a mãe que me adotou, apenas me deixou no hospital. Ela disse que nem imaginava, para onde teria ido essa menina, ela ficou um tempo trabalhando na casa, E a casa que ela trabalhava, seria no máximo a 5 km da onde eu fui criada, mas passado um tempo ela se envolveu com o chefe e foram junto para o Uruguai.
Lá teve casado um 10 anos com ele, E disse que um certo tempo tinha medo de tentar ter filhos, mas quando decidiu engravidar, não conseguia levar a diante as gestações, tentou várias vzs, os médicos diziam que seria psicológico, e por fim de um bom tempo de tentativas, o médico explicou que ela não poderia mais ter filhos, e foi necessário fazer uma cirurgia para retirar as trompas.
Se tornou uma pessoa um pouco magoada com isso, ora o destino .]
Ela deu sua filha que seria a única, separou-se de seu 1º marido e casou novamente, é casada a uns anos, mas o homem com quem ela casou tbm, não teve filhos, e de familiares que pode dizer que tem é a irmã de seu marido a qual tbm não pode ter filhos.
Não tem filhos, netos, enteados, sobrinhos. É apenas ela o marido, a cunhada e os sogros.
Mas sempre tentou superar essa história, porém seu marida atual, não sabia de nada, nunca contou que havia dado uma menina, por isso precisava falar com ela, tentar explicar isso a ele, antes de eu ir ou ela vir.
Depois de um tempo de conversa, fomos almoçar juntas, apresentei a ela meu filho e meu marido;
Como já fazia uns 5 meses que estávamos pesquisando, e indo a hospital etc atrás de documentos, meu filho apesar de ser pequeno (tem 6 anos),
Já tinha muito ouvido falar no nome Maria Abegair, então quando viu ela foi logo perguntando se ela era mesmo a mãe da mãe dele, a Maria...
Ela se emocionou, ao ver ele, Enfim passamos a tarde toda juntos, me presenteou com um lindo vaso de flores, e deu a meu filho uma lembrança de presente de natal, Ele gostou muito dela, crianças são diferentes, não tem medo de se magoarem, ele simplesmente, foi natural.
Adultos já demoram um pouco mais pra ter toque, mas enfim. Ela precisava embarcar de volta, tinha vindo só me ver, pois no outro dia trabalhava novamente teria que voltar, na hora da despedida, não mais me segurei e choramos abraçadas, meu filho sem ninguém falar nada a chamou de vó. E meu marido disse a nós que deveríamos ficar felizes, pois antes ela era sozinha, eu também e agora se quiséssemos éramos uma família, eu ela e meu filho.
O dia foi mesmo ótimo, depois disso ela tem me ligado sempre, Meu filho sempre conversa com ela ao telefone e sempre fala que quer revê e sente saudades, Eles se viram está única vez, mas mesmo sem a gente explicar direito a situação a ela e criou um certo carinho por ela.
Nos falamos no natal, ano novo e no dia 14 de janeiro ela me ligou cedinho, pra m,e dar Feliz Aniversário! Disse que ficava muito triste de não poder estar ao meu lado no Brasil, mas que em seguida passando o verão podemos ir até lá ou ela virá, seu marido falou comigo, e disse que tbm tem muita vontade de me conhecer e tbm meu filho, que seria neto de sua esposa.

Ricardo, está é minha história, algo que não entende pergunte, ficou extensa, pois queria que entendesse bem.
Pretendo ir ao encontro, porém saiu tarde do trabalho, vou tentar neste dia me organizar, pois moro em Palmares do sul, mas te ligo mais próximo ao dia.

E espero que o site, continue auxiliando tantas histórias de desencontros vida a fora.
Talvez pra alguns a família não pareça importante, porém antes mesmo de pensarmos em laços afetivos, os adotados buscam suas características genéticas, assim como meu filho nasceu com olhos claros, e na família de meu marido o seu bisavô tinha olhos claros, agora encontramos minha parte.
O carinho, o sentimento. Deus e o tempo se encarregam.

Um Grande beijo e fique com Deus.

ANA PAULA
(51) 8108.96698

Rodrigo meu esposo
(51) 9905.5245