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Na hora me informaram que iriam fazer uma pesquisa, mas que
seria necessário esperar. Neste dia cheguei em casa e
encontrei a pessoa que falou comigo no hospital no orkut e tentei
explicar a ela a situação, se ela poderia me ajudar
me dando o máximo de dados possíveis que encontrasse,
imaginei que falando assim fora do seu trabalho ela poderia
se comover com o meu caso, e tentar me ajudar.
Porém ela disse que poderia apenas me fornecer o que
o ofício pedia, a lista de mulheres que tiveram parto
em jan/81.Fiquei sem argumentos, mas ainda devia esperar pela
resposta da pesquisa.
No outro dia o hospital entrou em contato comigo dizendo que
no meu caso não era necessário tirar a lista do
mês todo, somente do dia 14, pois havia um bebe de sexo
feminino nascido no mesmo dia e horário do meu nascimento,
então isso afirmava que só poderia ser aquela
a mãe.
E que no dia seguinte eu poderia buscar a lista , pois a pesquisa
estava pronta.
Quando fui buscar, pedi se eles não poderiam me dar mais
alguma informação sobre aquela pessoa em especial,pois
já que tu indicava que ela fosse minha mãe biológica,
eles me informaram, que para ter acesso a cópia do prontuário
dela seria necessário ter outro ofício que discriminasse
isso.
Bom o nome que encontrei era “Maria Abegair Dorneles da
Silva”.
E comecei a pesquisar este nome, junto as colaboradoras do site.Descobrimos
que existiam 5 pessoas com este nome no Rio Grande do Sul, e
uma dessas descobrimos que residiu em Porto Alegre em meados
de 1980.
Enquanto pesquisávamos voltei ao fórum, e pedi
uma nova autorização judicial que me desse acesso
ao prontuário, pois lá poderia haver mais algum
tipo de informação.
Depois de algumas semanas saiu o ofício, e meu marido
foi até o hospital pegar a cópia do prontuário
para mim.Com ela em mãos, descobrimos que o bebe(eu)
havia nascido de parto normal, havia nascido em boas condições
e outros dados do parto.
Mas não havia nenhum nº de documento, somente o
nome Maria..., a idade 20 anos e um endereço.
Quando descobri que não havia nenhum nº de documentos
fiquei triste, pois se houvesse o nº do CPF ou Título
é possível tentar rastrear. Mas meu marido vendo
que desanimei, disse que iria tentar ir no endereço indicado
pra ver se conseguia alguma informação.
Ele disse que a casa estava vazia, ninguém o atendeu,
mas os vizinhas da frente disseram que a senhora que morava
ali era professora e estaria no trabalho, só a noitinha
pra falar com ela. Ele disse que estava procurando uma senhora
com o nome de Maria que havia residido ali nos anos 80, E os
vizinhos disseram que lembravam, Ela foi empregada doméstica
da casa, mas havia ido embora a muitos anos e nunca mais ouviram
falar.
Através do endereço consegui achar o telefone
e o nome da moradora da casa.
No dia seguinte liguei e pedi pra falar com a Dona da casa,
Perguntei se ela nunca havia conhecido alguma Maria ..., ela
disse que não, queria saber o que eu desejaria com ela.Eu
não podia dizer o motivo assim, queria tentar ter um
contato para poder obter mais informações 1º.
Bom por fim depois de alguns minutos de conversa ela disse que
não gostaria de falar sobre este assunto, pois havia
sim conhecido esta Maria, ela teria sido sua empregada doméstica
mais ou menos em 1979/1982, e havia sido amante de seu marido.
Com isso ai sim não pude revelar o motivo de minha busca,
mais apenas agradeci sua atenção e perguntei se
um dia eu fosse pessoalmente poderíamos nos falar, Ela
concordou.
Dias depois fui a sua casa, Mas ela me disse que não
poderia me ajudar, perguntou se eu era a filha dela, eu disse
que não procurava ela por motivos de um processo, (pois
tive medo de revelar a verdade,até então não
sabia se eu não seria fruto da traição,
que tanto ela parecia magoada). Ela me recebeu bem, disse que
não teria mais nenhum contato com nenhum dos 2, porém
sabia que haviam ido juntos para o Uruguai, Pois o seu ex marido
era natural de lá. Me contou que na época que
os dois casaram ele já tinha 4 filhos e os trouxe para
morarem com ele em Esteio, porém os dois trabalhavam
e contrataram uma empregada para cuidar destas crianças,
e assim que Maria veio morar com ela, disse que Maria era do
interior e que nas férias ia pra lá ver seus parentes,
porém em uma destas férias voltou grávida,
e não tendo onde morar com o bebe, pois sua família
não a aceitou de volta, resolveu doar.
Mas que não sabia mais nada deles, nem se ainda viviam
juntos, só lembrava do nome dos filhos dele, ela anotou
em um papel e me deu, e eu voltei pra casa e eu e as amigas
começamos a pesquisar sobrenomes similares, encontramos
vários, e assim eu passei dias ligando e tentando encontrar
alguém que conhecesse essas crianças que hoje
seriam mais velhos do que eu.
Depois de muita pesquisa encontramos uma pessoa com o nome de
“FLORENCIA PAULA VAEZA ZITO” na cidade de Tapes/rs,
e descobrimos o nome de sua Mãe, através do 102,
consegui o nome de uma outra senhora muito semelhante, liguei
e ela informou ser tia de Florência, mas explicou que
Florência não mais morava no Brasil, havia ido
embora para o Uruguai , mas que sua irmã a Mãe
de Florência vivia em Tapes. Porém não quis
me dar nenhuma informação concreta por telefone,
disse que precisaríamos nos ver pessoalmente.]
Depois disso encontramos um processo com o nome igual ao nome
que conseguimos como mãe de Florência, e pesquisando
conseguimos baixar seu CPF, descobrimos que em 2006, ela havia
renovado o CPF em tapes, e fomos ao endereço, chegando
lá, havia sim uma casa, porém estava fechada,
os vizinhos informaram que a dona havia a poucos meses mudado-se
para Caxias do sul, junto ao seu filho que havia passado no
vestibular, E ela foi passar os 1º meses com ele lá,
mas afirmaram que o nome era o mesmo que eu tinha.
Com uma vizinha consegui o telefone celular deste filho dela,
mas ninguém soube me informar nenhum telefone convencional
e nem o endereço de onde estavam morando, somente que
era em um republica ou prédios próximos a faculdade,
mas não sabiam o nome da faculdade. Liguei dizendo que
era uma consultora da rede de telefonia Tim, e queria confirmar
o endereço dele, ele não quis informar por telefone,
disse apenas que estava passando um tempo em Caxias na casa
de um amigo em Caxias do sul. Disse que para terminar o atendimento
precisava apenas cadastrar de que bairro ele estava resisdindo.
Ele me disse que era no bairro Petrópolis em Caxias do
sul/RS. E assim fomos para o tal bairro Petrópolis em
Caxias.chegando lá sem nem o nome da tal faculdade, fomos
direto falar com pessoas deste bairro que tbm eram estudantes,
e perguntado informações, descobrimos um condomínio
somente de estudantes ao lado da faculdade UCS, só podia
ser este, pois foi a única coisa que encontramos de estudantes
neste bairro. Fomos falar com a síndica, ela procurou
em sua lista, mas disse que não havia encontrado ninguém
com o nome que procurávamos e que seria difícil,
pois o condomínio é grande e todos os semestres
são muitos estudantes indo e vindo.
Já desesperada, sem mais nenhuma alternativa, pois somente
esta mulher saberia por onde andaria seus 4 filhos, que poderiam
ter informações do pai deles, que talvez saberia
da tal Maria Abegair que seria a minha mãe biológica,
parecia tão difícil, e não tinha dado nenhum
delas por que pessoas fora do pais não é possível
pesquisar CPF.
Por parecer minha ultima chance resolvi ligar para o celular
que eu tinha e jogar limpo, contar a verdade, pois não
tinha mais como fazer.
Meu marido ligou e falou com o filho dela que disse não
saber de nada e passou pra ela, Ela falou diretamente comigo,
disse que ela e seu marido vieram juntos para o Brasil com seus
4 filhos “Florência, Jordana, Fernando e Damian.
E que tempos depois se separam e seu marido veio a casa com
uma pessoa que morava em esteio, mas que depois de um tempo
se envolveu com a empregada e foi embora com ela para o Uruguai.
Disse que sua filha mais velha a Florência pode ter mais
dados da história, pois na época tinha 10/11 anos,
mas que ela mora em Montevidéu junto ao Pai hoje em dia.
Implorei a ela que não queria nenhum bem financeiro,
apenas conhecer minha mãe biológica, se ela pudesse
ao menos me dar o telefone de Florência, pois ela talvez
ainda soubesse onde mora Maria Abegair.
Assim depois de muita conversa, ela me disse que não
gostaria de falar comigo pessoalmente, pois sentiu um certo
receio, Pois não entendeu como que através de
pesquisa e sem saber o nome dela eu descobri onde ela morava
e até onde ela estava hospedada em Caxias, mas expliquei
que era uma pessoa do bem e se me visse poderia acreditar nisso,
mesmo assim ela não quis me receber pessoalmente, mas
me deu o telefone de Florência e disse que se era esse
meu objetivo eu deveria falar com ela.
Assim no outro dia pela manhã liguei para Florência
e ela me foi muito receptiva ao receber minha ligação,
disse que gostaria muito de me ajudar, pois lembra de quando
Maria Abegair começou a trabalhar, ela tinha uns 20 anos
de idade, e depois de alguns meses morando na casa revelou estar
grávida, acabou ficando, mas quando ganhasse o bebe não
teria pra onde ir, o meses foram passando e chegado próximo
ao parto ela já havia decidido que não poderia
ficar com o bebe, pois não tinha pra onde ir e precisava
continuar no trabalho. No dia 13/01 a noite sentiu dores e foi
para o hospital, já dia 14 na madrugada me teve e explicou
a situação para uma enfermeira e tendo recebido
alta, me deixou aos seus cuidados, foi embora e continuou a
trabalhar na casa por mais um ano, até que em um tempo
depois acabou se envolvendo com seu chefe, O qual se separou
da esposa e foram embora juntos para o Uruguai, levaram os 4
filhos dele e viveram por uns 15 anos juntos, , depois de algum
tempo tbm romperam a relação, mas Florência
diz que às vzs a encontra na rua, pois sabe que ela mora
em uma cidade vizinha a Montevidéu, Ela me pediu que
eu voltasse a ligar depois de alguns dias pois tentaria ver
se seu pai não teria algo como um endereço ou
telefone dela. Uma semana depois voltei a ligar. E Florência
me disse que seu pai havia dado o telefone dela, porém
o nº ninguém atendia, mas ela disse que acreditava
que ela tivesse um nº novo e podia constar no guia telefônico.
Com ajuda de uma colaboradora do site, encontremos através
da internet o guia do Uruguai e lá constava sim dois
telefones em nome idêntico. A 1º tentativa um dos
nºs ninguém atendia e o outro uma pessoa que não
entendia português atendeu e não conseguimos ter
um diálogo. Mas não desisti e dias depois voltei
a ligar, Desta vez me atendeu direto uma mulher com sotaque
espanhol, porém falando português, Fui logo perguntado
se conhecia alguma Maria Abegair, Ela respondeu ser ela, Perguntei
se era brasileira ela tbm confirmou, então resolvi ir
diretamente, disse que eu era a menina que em 1981 ela havia
deixado em um hospital em esteio e agora eu gostaria de conhecê-la,
Ela ficou muda, não demonstrou nenhuma emoção,
na hora fiquei muito abalada, esperava que ao menos ela tivesse
curiosidade de me conhecer,Disse que eu pretendia itr ao Uruguai
vê-la pessoalmente, Ela disse que trabalhava muito, mas
tentaria conseguir uns dias e ela viria ao Brasil me ver, A
principio, como ela não se demonstrou muito receptiva,
imaginei que tivesse falado isso pra me afastar, que ela não
quisesse me ver. Mas terminou meu crédito de celular,
e só pude voltar a ligar no outro dia, No outro dia ela
parecei mais centrada, ao menos perguntou meu nome e a cidade
que eu morava, conseguimos conversar um pouco mais, e ela me
afirmou que viria antes do natal me conhecer, depois disso não
mais liguei tive medo de ficar importunando, se ela disse que
viria e pegou meu nº a semente havia sido lançada.
Era preciso aguardar.
Passou mais ou menos 20 dias e ela me ligou, dizendo que no
domingo pla manhã desembarcaria em Porto Alegre, e gostaria
de saber se eu realmente poderia encontrar com ela, Na hora
concordei e ficou combinado de nos encontrarmos na rodoviária,
ela viajaria a noite de sábado.
Ela avisou que não tinha telefone celular, e que na hora
que descesse na rodoviária me ligaria e me esperaria
no balcão de informações, eu fui, e tentei
me preparar pra imprevistos, pois depois de todo esse tempo
no fundo tinha um certo receio, que ela não viesse, ou
que algo saísse errado, não sei explicar, mas
me senti muito insegura.
Às 9:00 vindo a passos largos avistei uma senhora, somente
com uma bolsa com olhar de que espera ao lado do balcão.
Fui ao seu encontro e ela já me olhava ela perguntou
se eu era a Ana Paula, e enfim nos apresentamos, ela se emocionou
muito, mas eu não consegui, pois tive tanto medo que
ela fosse fria, por causa da impressão da 1º vez
que nos falamos por telefone, que fui de certa forma me preparando.
Começamos a conversar, levei fotos da minha infância,
ela chorou muito, disse que tbm foi adotada quando era criança,
porém quando era criança seus pais adotivos se
separaram a deram para outro casal, mais velho que a criaram,
mas este casal morrei ela ainda era jovem, não tinha
mais niguém , nunca conheceu sua família biológica.
E ainda adolescente engravidou, sem ajuda dos familiares e o
rapaz dizendo que tbm não poderia ajudar, veio do interior
para Porto alegre, onde conseguiu trabalho em Esteio, e lá
se estabeleceu, depois de alguns meses contou que estava grávida,
porém como já estava no trabalho, disseram que
poderia ficar, porém não poderia ficar com o bebe.
E assim quetudo aconteceu!
O dia que ela me ganhou, foi o dia de nossa separação,
porém a enfermeira a avisou que poderia ficar a sua nenê,
mas ela não deveria não mais vê-la, ela
seria de outra família. Assim, ela não conheceu
nem a mãe que me adotou, apenas me deixou no hospital.
Ela disse que nem imaginava, para onde teria ido essa menina,
ela ficou um tempo trabalhando na casa, E a casa que ela trabalhava,
seria no máximo a 5 km da onde eu fui criada, mas passado
um tempo ela se envolveu com o chefe e foram junto para o Uruguai.
Lá teve casado um 10 anos com ele, E disse que um certo
tempo tinha medo de tentar ter filhos, mas quando decidiu engravidar,
não conseguia levar a diante as gestações,
tentou várias vzs, os médicos diziam que seria
psicológico, e por fim de um bom tempo de tentativas,
o médico explicou que ela não poderia mais ter
filhos, e foi necessário fazer uma cirurgia para retirar
as trompas.
Se tornou uma pessoa um pouco magoada com isso, ora o destino
.]
Ela deu sua filha que seria a única, separou-se de seu
1º marido e casou novamente, é casada a uns anos,
mas o homem com quem ela casou tbm, não teve filhos,
e de familiares que pode dizer que tem é a irmã
de seu marido a qual tbm não pode ter filhos.
Não tem filhos, netos, enteados, sobrinhos. É
apenas ela o marido, a cunhada e os sogros.
Mas sempre tentou superar essa história, porém
seu marida atual, não sabia de nada, nunca contou que
havia dado uma menina, por isso precisava falar com ela, tentar
explicar isso a ele, antes de eu ir ou ela vir.
Depois de um tempo de conversa, fomos almoçar juntas,
apresentei a ela meu filho e meu marido;
Como já fazia uns 5 meses que estávamos pesquisando,
e indo a hospital etc atrás de documentos, meu filho
apesar de ser pequeno (tem 6 anos),
Já tinha muito ouvido falar no nome Maria Abegair, então
quando viu ela foi logo perguntando se ela era mesmo a mãe
da mãe dele, a Maria...
Ela se emocionou, ao ver ele, Enfim passamos a tarde toda juntos,
me presenteou com um lindo vaso de flores, e deu a meu filho
uma lembrança de presente de natal, Ele gostou muito
dela, crianças são diferentes, não tem
medo de se magoarem, ele simplesmente, foi natural.
Adultos já demoram um pouco mais pra ter toque, mas enfim.
Ela precisava embarcar de volta, tinha vindo só me ver,
pois no outro dia trabalhava novamente teria que voltar, na
hora da despedida, não mais me segurei e choramos abraçadas,
meu filho sem ninguém falar nada a chamou de vó.
E meu marido disse a nós que deveríamos ficar
felizes, pois antes ela era sozinha, eu também e agora
se quiséssemos éramos uma família, eu ela
e meu filho.
O dia foi mesmo ótimo, depois disso ela tem me ligado
sempre, Meu filho sempre conversa com ela ao telefone e sempre
fala que quer revê e sente saudades, Eles se viram está
única vez, mas mesmo sem a gente explicar direito a situação
a ela e criou um certo carinho por ela.
Nos falamos no natal, ano novo e no dia 14 de janeiro ela me
ligou cedinho, pra m,e dar Feliz Aniversário! Disse que
ficava muito triste de não poder estar ao meu lado no
Brasil, mas que em seguida passando o verão podemos ir
até lá ou ela virá, seu marido falou comigo,
e disse que tbm tem muita vontade de me conhecer e tbm meu filho,
que seria neto de sua esposa.
Ricardo,
está é minha história, algo que não
entende pergunte, ficou extensa, pois queria que entendesse
bem.
Pretendo ir ao encontro, porém saiu tarde do trabalho,
vou tentar neste dia me organizar, pois moro em Palmares do
sul, mas te ligo mais próximo ao dia.
E
espero que o site, continue auxiliando tantas histórias
de desencontros vida a fora.
Talvez pra alguns a família não pareça
importante, porém antes mesmo de pensarmos em laços
afetivos, os adotados buscam suas características genéticas,
assim como meu filho nasceu com olhos claros, e na família
de meu marido o seu bisavô tinha olhos claros, agora encontramos
minha parte.
O carinho, o sentimento. Deus e o tempo se encarregam.
Um Grande beijo e fique com Deus.
ANA
PAULA
(51) 8108.96698
Rodrigo
meu esposo
(51) 9905.5245 |