Encontros
O 3º Encontro de Filhos Adotivos do Brasil, realizou-se no dia 1º de dezembro no SESC, em Porto Alegre. O encontro reuniu filhos que buscam suas origens biológicas, mães e pais adotivos.

O coordenador do projeto, José Ricardo Andrade Fischer deu início ao evento, oficializando a “Associação Filhos adotivos do Brasil”. Ressaltou a importância das pessoas se unirem para lutar pela causa da adoção.

Fischer disse o quanto é necessário analisar os dois lados da história de quem é adotivo ou de quem é pai ou mãe de alguém adotado. “É indispensável que os pais adotivos entendam os motivos que levam o filho a buscar a sua origem biológica”. O mesmo relatou a sua história de filho adotivo.
Estiveram participando também os advogados, Rodimar Silva da Silva e Hamilton Gonçalves Silveira. Ambos afirmaram que todos os filhos adotivos têm o direito de saber quem são os seus pais biológicos judicialmente. “A adoção é irrevogável”, salienta Silva. Os mesmos colocaram-se a disposição de colaborar com a associação.
Ana Dias é uma das participantes da Associação e já conseguiu reencontrar familiares biológicos através do site. “Eu não tinha mais esperança de encontrar eles, e o projeto Filhos Adotivos do Brasil me proporcionou esta felicidade”. Um primo de Dias do Rio de Janeiro, que acessou o site encontrou informações da mesma e telefonou para ela. Desta maneira, Dias entrou em contato com suas irmãs que moram em Santa Catarina.

A empresária, Maria do Horto Mendonça Gomes, esteve no encontro. A única informação que tem sobre a sua família biológica é o nome de seus pais, os mesmos se chamam Marli Ferreira de Bairros e Alfeu Bairros. Gomes relatou que o motivo que a fez buscar a sua origem foi o fato de estar com problemas de saúde (problemas neurológicos, perda de memória) e de querer entender o porque de ter sido abandonada.

Gomes relatou uma grande revolta por ter descoberto que era adotada apenas neste ano. “Porque eles não podem falar a verdade, se a vida inteira eles me ensinaram a não mentir?”, disse ela.

No encerramento do evento, Fischer salientou que os associados devem colaborar com o projeto. “O governo e a política em geral não apóiam e nem desenvolvem ações que favorecem a questão de adoção no Brasil”. Afirmou ainda que a Associação se disponibiliza a ajudar todos os interessados. “Nossa meta é proporcionar reencontros, mas para que isso aconteça é necessário que haja uma cooperação entre todos,” concluiu.