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O 2º Fórum de Filhos Adotivos do Brasil aconteceu no dia 6 de abril, no SESC, em Porto Alegre. Os assuntos que foram abordados no evento são de interesse de filhos e pais adotivos.
Participaram apoiando o projeto, a representante da governadora do Estado e presidente da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul, Marlene Wiechoreki, a vereadora do PT, Sofia Cavedon e o vereador do PT, Carlos Todeschini. Além de profissionais como antropólogos, advogados, universitários, psicólogos e psicopedagogos.
O 2º Fórum iniciou com a apresentação da música Filhos Adotivos do Brasil, composta e cantada pelo empresário e um dos responsáveis pela manutenção do projeto, Gustavo Silveira.

De acordo com o coordenador do projeto, José Ricardo Andrade Fischer, os temas são de grande relevância para todos que querem buscar sua origem biológica, bem como adotar. “Mostremos como fazer a busca da identidade biológica com sucesso, como compreender a rejeição e superá-la, além de discutir as leis de adoção.”

O coordenador em sua fala, agradeceu todas as pessoas que participam e colaboram no projeto. “Sem a colaboração, o trabalho e empenho de cada pessoa não teríamos chegado onde chegamos. Cada vez mais alavancamos o respeito e mobilizamos pessoas do mundo inteiro”.
Esteve palestrando no encontro, a antropóloga, Claudia Fonseca, que afirmou que a Associação Filhos Adotivos é única no Brasil.

“É um projeto inédito no país e que tem um lindo objetivo, o de proporcionar que filhos biológicos tenham a chance de conhecer o seu DNA, a sua própria raiz.”
Comparou o Brasil com os Estados Unidos, quando esse teve no ano de 1954, a criação da 1º Associação de Filhos Adotivos. “Vivemos em um país que ainda precisa vencer o preconceito. Ser filho adotivo não é problema.

Todos são iguais. Amor de pai e mãe é o mesmo sempre.” Ressaltou que os pais adotivos não devem ter medo de perder seus filhos. “Não é porque o filho quer saber a origem biológica, que vai deixar de amar os seus pais. Muito pelo contrário, o amor só aumenta.”
A estudante de psicopedagogia, Regina Silveira, disse que de cada 100 filhos adotivos, 80 têm problemas de aprendizagem, pelo fato de ser adotado. “Precisamos compreender a realidade do filho adotivo. A partir do momento que entendemos o coração de cada um deles, saberemos ajudá-lo na sua maior necessidade.”

Ana Fischer, psicopedagoga e irmã do coordenador do projeto declarou que o filho adotivo nem sempre é o “patinho feio” da história. “Todos têm os mesmos direitos e oportunidades, e ser adotado não é empecilho para se sentir inferior e rejeitado.”

Palestrou também, o advogado, Rodimar Silva da Silva.

Ele salientou a importância de se ter ousadia para reformar a Legislação. “É necessário que aconteça um fato social para que o Direito faça alguma coisa.” No entanto, Silva afirmou que mesmo com essas dificuldades, a sociedade está ouvindo a voz dos adotados.

Durante o encontro, debateu-se sobre o Parto Anônimo, visto que o tema é de relevância nacional. Os participantes e os palestrantes observaram que o Parto Anônimo é um retrocesso nas leis, e que não mudará a situação das crianças abandonadas no país.

Maiores informações no site: www.filhosadotivosdobrasil.com.br

Daiane Benso- Estudante de Jornalismo